CGTB defende fortalecimento do Ministério do Trabalho em encontro de Americana



Em sua intervenção na abertura do 2º Encontro Preparatório do Trabalho Decente, realizado na cidade de Americana (SP), nesta quinta-feira (29), o dirigente nacional da CGTB, Alvaro Egea, defendeu o fortalecimento do Ministério do Trabalho para combater a precarização dos direitos. “O Ministério do Trabalho vem sendo sucateado ao longo dos últimos anos, desde o Governo Collor. Hoje o seu orçamento é insuficiente para enfrentar os enormes desafios de fiscalizar cerca de 44 milhões de trabalhadores do mercado formal. Não é segredo para ninguém o estado de sucateamento do Ministério do Trabalho em todo o Brasil”, disse Alvaro.
O Encontro, que faz parte preparação da 1ª Conferencia Estadual do Emprego e Trabalho Decente que acontecerá, em novembro, em São Paulo, reuniu mais de duzentos sindicalistas.
Na avaliação de Alvaro, é preciso romper com as restrições orçamentárias impostas pelo governo e realizar concursos para novos auditores fiscais do trabalho e pessoal de apoio, além de canalizar recursos diretos para o orçamento do MTE, permitindo condições de tornar efetivos direitos básicos de milhões de trabalhadores que dependem dessa fiscalização para usufruir seus direitos básicos.
Outro ponto defendido pelo dirigente foi a revogação “do malfadado precedente 119 do TST, que afeta a independência financeira dos sindicatos de trabalhadores”.
Para Toninho Bom, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Capivari, é importante enfrentar o problema de desemprego no campo, que vem aumentando nos últimos anos, segundo o Dieese. “Isto traz dificuldades para a negociação coletiva dos sindicatos de trabalhadores rurais. Temos que fortalecer os sindicatos, fortalecer a negociação coletiva nesse setor onde estão os trabalhadores rurais mais empobrecidos, para inserir em nossas convenções coletivas cláusulas de melhorias das condições de trabalho e de vida desses trabalhadores”, disse.
Rosalino de Jesus Barros, dirigente da CGTB, falou sobre a falta de estrutura das agências da Previdência Social. “As agências da Previdência do Estado de São Paulo estão despreparadas para analisar os laudos de condições insalubres dos trabalhadores que pedem aposentadoria especial. Não é possível que uma pediatra analise um laudo SB40. Por isso a aposentadoria especial tem sido negada. Queremos que a previdência social contrate médicos do trabalho para analisar esses laudos, acabando com as injustiças atuais”, destacou.
Além de Alvaro Egea, Rosalino de Jesus de Barros e Toninho Bom, a CGTB esteve representada por e Igor Tiago, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba.
Fonte: CGTB

 

 

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